ateísmo

Disse o profeta:

o ateísmo só faz sentido se não tiver uma rigidez de idéias, senão vira um outro tipo de religião. assim como um partido anarquista é uma contradição em si. eu como gosto de sair no bloco do eu sozinho no carnaval, me sinto muito bem nas duas situações. bom dia, dia.
Disse o profeta:

Assisti hoje um filmezinho chamado "maluco beleza", título original "our idiot brother" http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/our-idiot-brother/id/17659.
Nada de excepcional, mas foi me dando vontade de encontrar pessoas interessantes, que comunguem de valores semelhantes aos meus e foi me dando uma sensação que isso tá ficando raro... talvez a morte do mosquito, os bons tempos do bar havana que ele tocava fumando charuto cubano. Daí, mais tarde, lendo um trecho do livro do Bukowski "pedaços de um caderno manchado de vinho", parece que me acalentou um pouco o coração: Quando você vir o edifício da prefeitura no centro da cidade e todas aquelas pessoas finas e bem vestidas, não fique melancólico. Existe uma verdadeira multidão, uma raça completa de pessoas malucas, famintas, bêbadas, excêntricas e incríveis. Já vi muitas delas. Sou uma delas. Haverá mais. Esta cidade ainda não foi tomada. A morte antes da morte é uma coisa doentia. Os estranhos seguirão firmes, a guerra não terminou." Um abraço pra ti Mosquito, alma de poeta, mãos de revolucionári
o.
Disse o profeta:

1) todo mundo tem que meter a mão no lodo uma vez na vida. a altura que o lodo vai subir no braço
se chama limite ético.
2) se o diabo fosse feio, o inferno estava vazio. todo poder é sedutor e quanto maior o poder, mais sedutor será.
3) todo homem teu seu preço. eu quero ter uma crise ético-existencial: pelado, no deck do meu barco de mil pés,
tomando sol no caribe, na frente da minha ilha, aonde todos os meus amigos e amigas
estarão curtindo suas férias e sem data pra terminar.
4) mulher é bicho do inferno. não é a toa que o diabo tem chifre. ou... chifre é igual ao volkswagen, um dia
você ainda vai ter um.
5) no final da vida, gostaria de convidar todas as mulheres que amei, seus maridos, filhos e demais,
para um encontro num castelo. momento maior do dia, será um banquete numa mesa gigante,
aonde eu estarei sentado na cabeceira, tomando um bom vinho e rindo calado.
6) por favor, não sinta ciúma da minha poesia. ali eu preciso da liberdade de amar quem eu quiser, sofrer
como quiser e me expressar quando quiser. pense nisso como o remédio que me mantém vivo.

sobre amores impossíveis e outras mentiras inventadas

Disse o profeta:

tudo bem que ela não me deixa sair muito do eixo. eu sei que exijo demais dela. mas nem todo o tempo precisamos ultrapassar a linha da possibilidade e cair na dura e, sempre tensa, realidade. com isso quero dizer, que estamos nós, os filhos e netos da revolução sexual,  retomando sinceramente o desejo e a arte da paquera. a valorização do olhar. do suave roçar de braços quase desapercebido, mas que arrepia. isso num tempo em que tudo é permitido, tudo é massificado, tudo ficou tão óbvio que nem gosto mais tem...
então ficamos eu e ela a nos olhar nus um dia inteiro... mal nos tocamos, mas muito nos amamos. amigos, amores, amantes... eu e a rainha do deserto.
Disse o profeta:

Eu daqui vivo esse sonho estranho. Esse gosto tão novo de liberdade misturada com felicidade. E me alimento desse ar como quem bebe o vinho mais sagrado do mundo. E posso compartilhar contigo meus segredos mais meus, que são agora parte de leveza de ter na vida, uma cúmplice... não, uma aliada... não, uma testemunha... não, o meu amor, a asa que me faltava pra voar pela vida... sem medo de cair, porque existe uma sagrada comunhão celebrada pelos passarinhos em cada amanhecer...
Disse o profeta:

Ela me cutuca com essa porra do senso estetico. Numa segunda leitura, me cobra coerencia com a arte. Com a vida crua de ser artista. E ainda a porra da poesia. Diz que nao gosta de gente que faz pose de poeta, se veste como poeta, sei lah o que isso significa.

Nao tem pudor nenhum. Nenhumzinho, nada. Cutuca mesmo. Tem vezes que me doi como se fosse um tabefe estralado na cara. Ultimamente ela anda reclamando demais das rimas. Mas porra, eu nao sei explicar essa coisa que vem e vai. Da forma. Sei que tem epocas que elas aparecem.

O carai de muleh braba. Essa nao tem jeito. Essa eu amo.
Disse o profeta:

Tava aqui sendo atendido por uma mulher, num serviço de atendimento ao cliente e consegui manter um contato pessoal com ela. Sem grandes intimidades, mas um furo no buraco do sistema que a todos nos padroniza e coisifica. Lembrei da luta que era tentar trepar com uma puta por amor. Ou mesmo pagando, roubar-lhe um beijo na boca. Tudibom
Disse o profeta:

Chega teu ouvidinho bem perto da minha boca. Tá me ouvindo? Eu não quero ser teu amiguinho. Não quero saber das tuas aventuras. Eu quero teu corpo. Esse que tu contas que alguns tem acesso. Quero do meu jeito. Quero prazer. E não faz mal que eu possa te parecer: egoísta, babaca ou machista. Pode ser que eu esteja nesse lugar agora por causa desse momento que estou vivendo. De estar carente e só. De estar com tesão e não ter nenhuma parceira. Vou ficar longe. Não espero que me entendas. Se quiser minha atenção, libera logo esse corpinho que parece ser de ouro (mas não é). Deves me achar tolo, simplório, iludido. Devo ser. Mas pelo menos a minha atenção eu posso escolher quem vai ter.
Disse o profeta:

vida na lata do lixo. 30 anos gordo. 10 louco.

sílvia pfeifer

Disse o profeta:

Tem um povo aí pela internet que investe num nível tão violento no visual, que parece artificial. A primeira vez que eu ouvi falar desse tipo de, digamos, postura de vida, foi com o Fausto Fawcett, aquele da Kátia Flávia. Em  87 ele já escrevia em sua música Sílvia Pfeiffer:


Silvia Pfeiffer

Copacabana

Foi transformada num super gueto de capitalismo exacerbado.
Um território, paralelo à Sarney e à Teófilo Moreira,
Um vácuo financeiro e industrial dominado por gigantescas empresas transnacionais,
Gigantescas empresas armamentistas brasileiras.

Copacabana está repleta de telões, passando gigantescas imagens de tudo.
Os habitantes do super gueto capitalista, no meio da vertigem audiovisual,
Costumam concentrar seu olhar no maior telão do mundo,
Onde passam ininterruptas imagens da mais bela e sofisticada das manequins, a manequim número um:

Silvia Pfeiffer.

E o que sentem os habitantes de um super-gueto capitalista?
De tanto ver o mundo ser transformado em imagem,
De tanto ver a vida ser transformada em show de realidade patrocinada,
Eles já não sabem o que é, e o que não é real.
Não sabem se os seus sentimentos são seus mesmos
Ou se são ficção de personalidade.

Bombardeados pelo delírio das ficções comerciais e não comerciais,
Eles vivem envolvidos com mundos que só existem no desejo.

Para eles, o invisível já é uma coisa muito vulgar, o transcendental já é algo tão banal,
Devido às excessivas fotos, vídeos, filmes,
Sobre a anti-matéria, sobre os espectros microscópicos,
Devido às excessivas imagens divulgadoras do invisível.

E quando o invisível já é uma coisa muito vulgar, quando o transcendental já é algo tão banal,
Que emoção espiritual resta para os habitantes de um super gueto capitalista,
Cujos olhos estão magnetizados pela excessiva presença de gigantescos televisores?
A ultima emoção espiritual, é a fascinação.

Fascinação por imagens cada vez mais artificiais,
Imagens que os façam pensar em mundos não humanos, em universos paralelos.
E quem são as heroínas dessa fascinação espiritual?

As manequins das revistas de moda mais sofisticadas.
Incorpóreas ladies, garotas de fisionomia etérea, mestras da sedução calculada.
No meio da vertigem audio-visual, os habitantes de um super gueto capitalista
Costumam concentrar seu olhar no rosto da mais bela e sofisticada das manequins:

A manequim número um.

Mundos não humanos,
Universos paralelos,
Fascinação espiritual,
Mundos que só existem no desejo.


Sílvia
Pfeiffer 


Prá lá de me bater com esses novos conceitos, vou, isto sim, tentando me habituar com esse novo mundo que bate à porta e em outros momentos, simplesmente arromba. Afinal, o novo sempre vem.


Clip da música de Fausto Fawcett e os robôs efêmeros.



Claro que tudo isso passa sempre pela genialidade do Blade Runner e suas consequências no inconsciente coletivo.
Disse o profeta:

daniel boca de leão não gosta de dormir

daniel gosta de escrever e fazer filme

mora em minas e detesta coisas óbvias demais

se bem que uma borboleta de vez em quando tem seu lugar ao sol...
Disse o profeta:

eu tenho essa amiga, que reconhece em mim um certo valor criativo e porque não, literário. mas quando se trata de escrever, bom mesmo é esticar as pernas e dar asas à imaginação. não, ela já queria me ditar alguns cânones pra poder ficar mais "vendável". diz que eu sou agressivo, que pareço com o jabor. ora, imenso elogio implicado na crítica, uma vez que eu adoro o cara. então eu venho aqui pro meu blogzinho que ninguém lê e choro minhas pitangas em paz.
haverá quem queira publicar essas minhas palavras? sei lá. não deveria ser essa alma voltada pros consumidores, o moto perpétuo desse pseudo escritor, mas meus meandros nessa passagem pelo mundo. aí sim.

como aquela criança que brinca com seus carrinhos do outro lado da rua. não deve ter mais de três anos. uma coisa é falar pensando nele, outra seria escrever tentando ser ele. ele que nem sabe direito dizer o nome das coisas, como chamará seus carrinhos? se é que chama de alguma coisa. aí passa a vizinha e diz pra ele que o objeto em suas mãos é amarelo, como também sua blusinha. e assim vai impondo esse conjunto de normas que chamamos de língua. e o piá, sem saber, vai sendo aculturado.

então, voltando ao tema, se um dia eu me pusesse a escrever uma coluna em algum blog famoso ou jornal, que tema escolheria, que maneira usaria pra referir o assunto: docemente, raivosamente ou displicentemente? quem saberá?
segue a barca rumo ao desconhecido. e um abraço pro gaiteiro.
Disse o profeta:

foi justamente na entrada que ele percebeu que seus pés já não tocavam o chão. e a sensação do vazio, sempre presente, passou a ser uma bela companhia. não que ele esperasse demais daquele sonho bom, mas a viagem estava abrindo precedentes perigosos na sua mente, já tão alterada pelos anos contínuos de ingestão de drogas farmacêuticas, além das vendidas pelas ruas da cidade.
agora que seu equipamento de pouso estava sem qualquer uso evidente, ele desativou o último sinal de perigo que piscava incessante no equipamento de mão e de mãos dadas com o infinito presente, mergulhou sua falta de fé no último sorriso da musa.
a nave partiu desvairada. o horizonte depunha a favor de suas ambições de paz: era um por do sol, era uma manhã na floresta, era um sorriso do gato de alice.
- obrigado pelo despertar seguro em dia tão banal, - ele ainda conseguiu escrever sua última mensagem de texto, com as mãos trêmulas de prazer. e foi lentamente engolido pelo inconsciente coletivo que passava.
Disse o profeta:

Ela me perguntou em que lugar o amor e a liberdade se

encontram e sugeriu: no silêncio, na impossibilidade de

fechamento, na fronteira, no limite? Afinal, dá pra voar

com o coração transbordando ou voar requer o vazio?


Agora eu fiquei pensando nesse campo das

impossibilidades, numa certa cultura do fracasso,

lembrada aqui pelo f. pessoa:


Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.

É nesse momento em que estou pela milionésima vez em plena encruzilhada, vindo de caminho cheio de sonhos não realizados, amores não vividos, que paro pra tentar pelo menos aliviar a carga de estar sempre à beira desse dia de felicidade.

Então chega outro amigo e diz: a felicidade é o caminho, não o destino.

Temos aí uma saída, mas decerto fica sempre um gosto amargo na última mordida.


Disse o profeta:
e ela disse adeus
e lá se foi mais uma noite pelo ralo...
Disse o profeta:

c eh demais eu amo vc vc eh uma bênção n aminha vida
vc cintila
mesmo
que tá faltando aqui nessa receita, meu deus
ambos sonham o mesmo amor
tah faltando nada eu te amo muito eh perfeito amor de amigo, irmão e eu ficaria triste se vc levasse na coisa do amigo q soh ouve, tal. acho tão bom e lindo meu amor por vc
d amigo mt forte
eu precisava de dose mais forte hoje, doce amiga
são muitos segredos que carregar nessa minha alma vã
pôxa, pra mim tava no ponto eu acho tão rico, tão rico uma coisa assim uma coisa q sinto por vc
hoje era dia de derramar a água do pote
sem pudor, mas cada um no seu quadrado
não podes me dar o que não é meu
flor da noite
hoje vai bem a intensidade dos furacões
senão, não
Disse o profeta:

a figura corcoveia pela sala em seus lindos andrajos azuis e rápida como uma brisa de verão alpercatas de aço pelos pés
vai deixando seu rasto de luz pelo ambiente almiscarado
de repente a solidão não estava mais ali, mas permancia com seus olhos cheios do vento, não nos abandona nem dá mais um pio
como? como? como? ela parece suspirar, sua visão nos alcança a baça água
mas já não nos pode inundar
vai pelo azul, visão tão triste
busca outra casa pra pousar tua asa negra
é desse jeito que te abandono e então dizes:
vc eh uma coisa cintilante no mar luz da lua s sacanagem sem pieguice
e pisco cem vezes meus olhos sem enteder, então repetes em outra língua doce
Disse o profeta:

eu sou, confesso, o que eles chamam de chorão de filme. hoje a bola da vez foi o tal escritores da liberdade. e pra que serve tanto choro se nada muda? se o mundo continua insuportavelmente real?
Disse o profeta:

alguns dias sem passar por aqui. dias da séria série Recebe o afeto que se encerra. Em nosso peito juvenil...
agora vivo de novo e de novo mergulhado nesse novo milênio com celular, lepitópi no busão... verdão... nordailha...
serão sempre dias mais e mais quentes, nessas gripe arrasa quarteirão...
registros de uma mente insana num corpo insano...
segue essa cara de blog cotidiano.
quem serei na bola dessa vez?
sigo nessa auto profecia nema tão celestina assim.
ah ipanema com qualidade no som...
http://www2.uol.com.br/ipanema/novo/player.shtml

vem comigo garota, sou mais um leitor/ouvinte para sintonizar esse grande barato que é viver.
Disse o profeta:

então é isso. eu fico muito puto se não me sobra uma graninha no fim do dia nem pra um gole ou uma baforada. e me enrolo todo nessa nhenha de como ganhar dinheiro sem ter um emprego tradicional. daí vejo uns caras dizendo que estão conseguindo fazer isso através dos blogs. que é uma ferramenta poderosa tititi, tatata. daí vem aquela minha amiga blogueira e me dá uma dica, diz que é preferível ter um blog só e atualizar constantemente, ao invés de uns 2 ou 15, como eu ando fazendo. e mais uma vez vem essa questão do mercado, da arte e mais a pqp.
primeiro que eu não curto novela faz tempo. então não vou entrar aqui no calcanhar pra contar pra vocês que anteontem eu fui na praia e tava chovendo e eu observei uma quantidade estranha de surfistas pela rua, e cheguei lá na beira do mar e tava muito lindo, com umas ondas enormes e semi deserta a areia, como eu gosto, e tinha também (finalmente) uma mulherada pegando onda junto, como era raro isso no meu tempo e cosa e tal e cosa.
não é a minha, saca?
mas se não escrever enferruja. as idéias param mesmo de fluir.
então é isso, amiguinhos. meu blog não tem feed (que eu nem sei direito o que significa e como se usa), não fico fazendo atualizações por email, não ganho porra nenhuma escrevendo aqui, e continuo ficando puto quando chega o fim do dia e não posso tomar meu gole em paz.
bora caminhar que a fila anda.